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Presidente da CBF pede à Fifa punição esportiva para casos de racismo

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O presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, enviou ontem (22) documento à Fifa pedindo que a entidade máxima do futebol tome medidas esportivas e jurídicas para o combate de atos racistas.  A iniciativa é um protesto da CBF após mais um episódio de racismo contra o atacante Vinícius Júnior, ocorrido durante jogo do Real Madrid com o Valencia, sábado (20), pelo Campeonato Espanhol. Uma cópia do documento também foi encaminhada para Uefa, Conmebol, Federação Espanhola de Futebol e para o jogador da Seleção Brasileira.  “O racismo e a violência precisam ser combatidos com firmeza e veemência. Solicito, portanto, a sua atenção (ao presidente da Fifa, Gianni Infantino) para que todos os mecanismos possíveis, desportivos e jurídicos, sejam utilizados no combate a estes atos racistas, com o engajamento de toda a família do futebol.”

O presidente da CBF se mostrou indignado com o novo incidente envolvendo Vinícius Júnior e cobrou uma posição mais contundente das entidades que dirigem o futebol. “Não se pode mais ficar sendo apenas solidário com as vítimas do racismo, tem que ter um comprometimento de todas as autoridades. Esse tipo de crime pode ser combatido com penas desportivas. A CBF foi a primeira entidade que teve coragem em incluir no seu regulamento de competições penas desportivas para esse tipo de crime. Eu entendo que Conmebol, Uefa e Fifa têm também que fazer isso.”

EXEMPLO NA SÉRIE C 

Ednaldo mandou mensagem para Vinícius Júnior ainda no domingo (21) se solidarizando com o atacante. O dirigente também estendeu suas palavras ao goleiro Caíque, do Ypiranga-RS, que foi vítima de ato racista durante jogo com o Altos-PI, no fim de semana, em partida válida pela Série C do Brasileiro. “Neste caso, o atleta identificou o criminoso, o árbitro paralisou o jogo e o agressor foi preso. Um exemplo do que deve ser feito. Temos sempre colocado para as autoridades para que se puna de forma severa. Não queremos que fiquem só na aplicação de multas. É um dinheiro que a CBF não quer para os seus cofres. Receber receita para liberar um racista é algo que não queremos. A CBF quer que o culpado, seja clube, atleta ou torcedor, pague pelo que é crime, racismo é crime.”

“Reiteramos hoje ao presidente da Fifa que a Fifa seja contundente na aplicação de penas desportivas para os que a praticam. O presidente da La Liga foi um inconsequente ao atacar a vítima. Basta. Não temos mais tempo para ficar discutindo a punição para casos de racismo”, acrescentou Rodrigues.

Fonte – CBF

Foto – Lucas Figueredo/CBF

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